Holonomia e Heteronomia

O que s??o?

O Homem ?? filho do Cosmos e por conseguinte, ?? um ressonador, que deve vibrar em un??ssono com as harmonias dos Cosmos. Deve estar Harm??nica e musicalmente em conson??ncia com os ritmos da natureza.

– Charles Laville –

Vis??es do Mundo Cient??fico

Nos ??ltimos anos divinizamos aquilo que chamamos de ci??ncias e chegamos ?? conclus??o de que todas as coisas devem ser medidas segundo os seus padr??es. O principal problema dessa perspectiva ?? que esses padr??es criados por homens, est??o sempre se modificando e n??o s??o dignos de total confian??a, se bem que eles sejam pontos de observa????o ??teis para a explora????o do mundo, s?? criam problemas quando s??o elevados ?? condi????o de??Verdade Universal.

No s??culo XVII o matem??tico chamado Descartes via o universo como um mecanismo cuja ordem e funcionamento caracterizavam-se pela perfei????o. Igual ao rel??gio, cada parte tinha seu lugar e fun????o. Ele via o homem de acordo com essa mesma ??tica, como um mecanismo que funcionava com perfei????o. A mente ficava ?? parte e n??o exercia nenhuma influ??ncia direta sobre o corpo. A alma tamb??m era uma entidade completamente separada e cada parte funcionava em sua pr??pria esfera. Assim, ele dividiu o homem em partes e considerou que cada parte estava separada das outras. Seus pontos de vista influenciaram profundamente a ci??ncia em forma????o. O corpo era visto como um processo completamente fechado, ordenado e mec??nico. Os cientistas poderiam descobrir o mecanismo da t??cnica patol??gica e consertar o problema, como se ele fosse uma disfun????o mec??nica na estrutura e na fisiologia do corpo. Quanto mais coisas eles soubessem sobre a patologia melhor poderiam curar as doen??as investigadas.

Mais tarde, o f??sico Newton investigou as leis do universo e desenvolveu uma interpreta????o da lei natural que ficou conhecida como ???F??sica Newtoniana???. Na sua maneira de ver o universo, a natureza de fato funcionava como um mecanismo e leis imut??veis regiam seus movimentos. Assim, se uma bola numa velocidade e num ??ngulo constantes, a velocidade e a dire????o dessa bola tamb??m seriam constantes e previs??veis. Toda uma s??rie de leis f??sicas foi desenvolvida a partir dessa interpreta????o: leis da gravidade, da termodin??mica, do eletromagnetismo, das rea????es qu??micas e assim por diante. Verificou-se que todas eram verdadeiras em nosso n??vel de conhecimento no mundo f??sico.

A medicina moderna e suas pesquisas cient??ficas t??m se baseado nessa vis??o do mundo cartesiana e numa compreens??o newtoniana na din??mica material. Desde Eistein e Planck, por??m, a f??sica moderna vem descobrindo toda uma????camada da realidade f??sica que n??o segue essas leis e que n??o age de maneira que poderiam ter sido explicadas pelo modelo newtoniano.

No plano da f??sica at??mica e subat??mica, nesta camada de forma f??sica sutil e dos relacionamentos energ??ticos as leis f??sicas que os nossos sentidos podem detectar n??o tem validade. Essas leis s??o verdadeiras apenas numa camada da realidade. Na f??sica moderna estamos descobrindo que existem muito mais coisas no mundo do que fomos ensinados a acreditar.

Nas culturas tradicionais do Oriente, h?? muito tempo predomina uma vis??o de mundo bastante diferente daquela de Descartes. No Ocidente n??s dividimos e separamos a realidade em partes que a constituem. No Oriente, essas partes s??o tradicionalmente vistas como express??o de um todo maior. A separa????o ?? vista como uma ilus??o causada por nossa falta de entendimento e por uma percep????o equivocada de nossa experi??ncia. A nossa forma de pensar e conceituar as coisas tendem a criar separa????o onde ela na verdade n??o existe. Assim separamos o nosso mundo em meu e dos outros, em nosso e deles, em bom e mau, em prazer e dor. Separamos as coisas e perdemos contato com a ???totalidade??? do seu desdobramento. Eles v??em a ordem natural n??o como um processo mec??nico constitu??do de m??ltiplas partes, mas como um todo completo, inter-relacionado de forma din??mica, do qual o homem ?? parte. A totalidade ?? refletida nos relacionamentos do mundo com o corpo ??? as esta????es, a vida e a morte, o movimento dos planetas e das estrelas ??? todas participam desse todo e dele constituem aspectos inter-relacionados e interdependentes.

Cada filosofia e cada cultura tem a sua pr??pria e singular maneira de interpretar esse movimento macrosc??pico de energia. Cada express??o ?? ??til como uma maneira de compreender o movimento de energia, desde as suas origens mais profundas at?? a sua forma mais expl??cita.

A Energia

Existe uma profunda liga????o entre a maneira de pensar no Oriente e no Ocidente do conceito e da realidade da energia e dos seus fluxos. A palavra energia pode significar tipos espec??ficos de energia, como energia el??trica, raios x, luz ou energia at??mica. Pode tamb??m referir-se ao movimento sutil de pulsa????o que permeiam as estruturas materiais. S??o essas sutis pulsa????es que a tradi????o oriental se utiliza no processo da cura. Tanto faz quanto a sua manifesta????o, grosseira ou sutil ela segue as mesmas leis b??sicas do movimento, que se comportam de forma diferente nas diversas formas de energia que podemos perceber e experimentar.

No Oriente, acreditam que por baixo das for??as f??sicas e mentais no mundo, h?? todo um dom??nio de relacionamentos e fluxos de energia mais sutis. Esse dom??nio est?? inclu??do dentro do dom??nio f??sico, que pode ser percebido mais facilmente. Acreditam que essas energias mais sutis devem estar em harmonia para que o dom??nio f??sico tamb??m esteja em ordem. Tanto os desequil??brios f??sicos como os mentais come??am nesse dom??nio mais sutil, e que esses desequil??brios mais sutis manifestam-se nas energias f??sicas mais densas da mente e da mat??ria. Para que qualquer energia se manifeste, para que qualquer forma exista, deve haver movimento. Sem movimento n??o h?? vida.

O Ocidente e a F??sica Moderna

O cientista f??sico, professor na Universidade de Oxford, David Bohn, v?? o universo como formado por duas ordens que ele chamou de impl??cita ou dobrada e expl??cita ou desdobrada.

A Ordem Expl??cita ou desdobrada ?? o dom??nio do mundo palp??vel e mensur??vel. ?? o mundo que percebemos atrav??s dos nossos cinco sentidos. Aquilo que vemos, ouvimos, sentimos, cheiramos, saboreamos, e, at?? mesmo o que pensamos est?? na ordem desdobrada. O mundo expl??cito ?? governado por suas pr??prias leis, que Bohm chama ???leis da heteronomia???. Essas s??o as leis f??sicas do nosso universo observ??vel. A f??sica newtoniana, a anatomia e a fisiologia, os sentidos, o sol, a lua e as estrelas s??o regidos por essas leis. A maioria das pesquisas m??dicas e cient??ficas tem sido feitas nesta ordem expl??cita. Este ?? o n??vel do mundo material, com suas quantidades mensur??veis e seus processos f??sicos.

Existe, entretanto, uma subestrutura nesse mundo tang??vel, toda uma nova ordem com um dom??nio que est?? literalmente contido dentro do mundo expl??cito; um dom??nio de relacionamentos sutis, com sutis movimentos de energia que mant??m as coisas funcionando como um todo, ???leis da holonomia??? que Bohm chama essa ordem de impl??cita. Neste processo de inter-relacionamento da ordem expl??cita e impl??cita existe o movimento que ele deu o nome de holomovimento.

O f??sico Heisenberg mostrou que a consci??ncia do cientista est?? intrincadamente ligada ao experimento: que o observador ?? parte daquilo que est?? sendo observado.

O cientista John Bell desenvolveu um teorema, comprovado posteriormente por meio de experimento, onde demonstra que h?? uma interconex??o b??sica entre todas as coisas. Neste teorema, Bell mostra que depois de entrarem em contato duas part??culas subat??micas elas continuam a influenciar-se mutuamente de forma simult??nea, mesmo que tenham sido levadas para extremidades opostas do universo. Se voc?? deslocar uma delas numa dire????o a outra reagir?? instantaneamente. Aqui o tempo e o espa??o tornam-se conceitos sem sentido.

Bohm diz que o substrato do nosso mundo expl??cito de tempo, espa??o e mat??ria s??o o dom??nio impl??cito. Para servir de paradigma ele compara o universo como semelhante a um vasto holograma, em que todo peda??o cont??m dentro de si todas as informa????es relativas ao todo. Ele diz que…

???O que acontece aqui ?? evidentemente similar, em certos aspectos cruciais, ao que ocorre com o holograma. Sem d??vida, h?? diferen??as. Assim, numa an??lise suficientemente precisa, pode-se ver que as partes da got??cula de tinta mant??m-se numa correspond??ncia biun??voca ?? medida que s??o agitadas e que o fluido se movimenta continuamente. Por outro lado, no funcionamento do holograma n??o h?? essa correspond??ncia biun??voca. Portanto, no holograma (como em experi??ncias num contexto ???qu??ntico???), n??o h?? em ??ltima inst??ncia, uma maneira de reduzir a ordem implicada a uma ordem explicada de um tipo mais sutil e mais complexo???.

Grifo nosso (Exemplo da tinta misturada num fluido viscoso)

A estrutura do universo cont??m em seu interior ilimitadas quantidades de informa????es. Nesse universo n??veis mais elevados de ordem e informa????o est??o contidos na estrutura constitu??da pelo espa??o e pela mat??ria / energia. Cada peda??o do universo cont??m informa????es relativas ?? constitui????o de todo o cosmos. Ao contr??rio de um holograma est??tico, o holomovimento ?? um sistema din??mico que se altera de microssegundo para microssegundo.

Como o que acontece em apenas um fragmento do holomovimento, afeta simultaneamente toda a estrutura, existe uma extraordin??ria intera????o entre todas as partes do universo. O holomovimento c??smico ?? constitu??do por padr??es sobrepostos de interfer??ncia de energia de muitas freq????ncias diferentes. Cada padr??o de holomovimento de uma freq????ncia espec??fica cont??m informa????es de uma dada natureza relacionadas com as caracter??sticas da esfera dessa freq????ncia.

Para a TR podemos obter acesso a esse primeiro holomovimento e coligir informa????es sobre a estrutura f??sica. E a partir do holomovimento das freq????ncias do reino da mat??ria f??sica, podemos obter a alcan??ar informa????es com um sub-padr??o semelhante correspondente ao reino da mat??ria et??rica. Obtendo acesso a faixa de freq????ncia et??rica do holomovimento, podemos reunir informa????es sobre a natureza et??rica (ordem implicada) de dimens??es mais elevadas existentes al??m do plano f??sico.

A Ordem Impl??cita torna-se expl??cita ou manifesta devido ??s v??rias Leis da Holonomia, ou leis do todo. Dentro daquilo que podemos observar existe um dom??nio impl??cito que liga todas as coisas, experi??ncias e seres aparentemente separados, formando o todo universal. Em sua origem h?? uma unicidade ou totalidade impl??cita que ?? invis??vel no n??vel expl??cito.

Figura 1. Lei da Heteronomia ??? mesmos acontecimentos causais num n??vel expl??cito.

Figura1

Figura 2. Lei da Holonomia ??? mesmos acontecimentos causais com as conex??es no n??vel impl??cito.

Figura2

Quando o observador est?? dentro da ordem expl??cita ele n??o v?? a ordem impl??cita. O impl??cito est?? dentro do expl??cito em cada aspecto manifesto da realidade, que por sua vez pode ter outros relacionamentos dobrados/desdobrados. Cada desdobramento pode ter dentro de si outras informa????es impl??citas e, assim, um potencial adicional de esfolia????o. Isto pode assumir qualquer n??vel de complexidade com v??rios aspectos envolvendo-se uns aos outros. Mundos dentro de mundo, e universos dentro de universos: mundos completamente contidos dentro de outros.

David Bohm traz a consci??ncia para o dom??nio da f??sica, dizendo que a consci??ncia est?? envolvida pela ordem impl??cita. Toda a express??o dos acontecimentos f??sicos vem acompanhados de uma express??o simult??nea da consci??ncia. Esta mesma no????o est?? de acordo com as filosofias tradicionais que n??o consideram poss??veis nenhuma cria????o sem o movimento da consci??ncia envolvida. Coisas e situa????es que a primeira vista parecem ser acontecimentos aleat??rios podem estar completamente inter-relacionados na ordem impl??cita.

Os acontecimentos numa parte do universo podem afetar simultaneamente acontecimentos em outra parte do universo, simplesmente por serem parte do mesmo todo. Um importante aspecto dessa ordem da realidade ?? que pode ser vista sob dois aspectos: o linear (heteronomia) e do todo (holonomia).

Parece e d?? a impress??o de ter relacionamento linear. Ex. Uma bola de bilhar, atinge uma outra e faz esta segunda se mover. Assistimos o relacionamento do aspecto linear.

Relacionamento do todo

Este ?? um processo multidimensional de vast??ssima complexidade. A fonte desse movimento pode ser encontrada no complexo campo emocional do jogador que faz a tacada; uma fonte adicional poderia incluir as influ??ncias que atuaram sobre a vida do jogador, e assim por diante.

Fluxo da energia

David bohm diz que a mat??ria ?? luz congelada. Os cientistas modernos afirmam que o que ???existe por a????? ?? um vasto oceano de ondas e freq????ncias ??? padr??es de interfer??ncia ??? que n??s extra??mos atrav??s dos nossos cinco sentidos, por exemplo: as freq????ncias aud??veis (som), as freq????ncias de luz (cores), as freq????ncias do cheiro, as freq????ncias do paladar e inclusive nossos movimentos s??o registrados como freq????ncias. O c??rebro, similar a um aparelho de TV, converte estes padr??es de freq????ncias de ondas em nossa ???realidade???; o som de uma voz amiga, a cor azul, o gosto de mel, o cheiro da rosa.

O c??rebro humano ?? composto de tr??s c??rebros: Um c??rebro base, muitas vezes chamado c??rebro reptiliano que lida com respostas involunt??rias, em volta dele est?? o sistema l??mbico, conhecido como c??rebro do meio, envolvido com a express??o e experi??ncia emocional, e na parte exterior est?? o neocortex usado para pensar. Desenvolvido pelos humanos ele cresceu e expandiu-se na hist??ria evolucion??ria numa rapidez sem precedente.

Os tr??s c??rebros dentro de um, est??o conectados e performam de maneira sinerg??tica. Do ponto de vista cient??fico, o c??rebro funciona atrav??s duma organiza????o hierarquizada e ramifica????es nervosas interconectadas. Este ?? essencialmente o modelo bio-computador. Contudo, alguns cientistas acreditam que muito mais est?? acontecendo al??m da cren??a de meras fun????es de armazenamento e retirada como um sofisticado computador.

N??s agora sabemos que a mem??ria est?? distribu??da por todo neocortex da mesma maneira como funciona o holomovimento. As ondas cerebrais, como foi estudado pelos pesquisadores, est??o distribu??das por todo o corpo e em volta dele, e de grande significa????o, porque tem rela????o com o estado da consci??ncia, e especialmente em estados alterados da consci??ncia. A explora????o desses estados atrav??s da medita????o, biofeedback e outras modalidades parecem trazerem uma acelera????o extraordin??ria no processo de informa????o psicol??gica, assim como, nos fen??menos ps??quicos e experi??ncias ultra modernas.

Cada um tem uma percep????o e resposta absolutamente individual, semelhante a nossa impress??o digital. Por isso ?? que seis pessoas observando um acidente ter??o seis vers??es diferentes do que aconteceu. Se n??s desejamos mudar qualquer limita????o na nossa vida, precisamos mudar como n??s percebemos o mundo e respondemos aos acontecimentos. A percep????o com que ressonamos cria um padr??o de freq????ncia de onda sobre o corpo-mente, do qual se manifesta na nossa realidade.

O estado de equil??brio e de desequil??brio no nosso sistema energ??tico ?? determinado por diversos fatores, como por exemplo, pela hist??ria da nossa gera????o, por padr??es arqu??tipos, pela restri????o ou bloqueio ao fluxo livre e equilibrado da energia, que ocorre quando alguma necessidade b??sica da vida foi insatisfat??ria.

A energia deve fluir livremente para que a vida tamb??m flua com liberdade. Toda energia surge de uma fonte, adquire movimento atrav??s do holomovimento, encontra express??o em algum tipo de forma e, depois, retorna ?? sua fonte original. As energias devem completar-se em alguma forma ou relacionamento antes que possam retornar ?? sua origem. At?? aqui, nenhum problema: temos um sistema de energia de fluxo livre que pulsa rumo ?? forma e volta para a sua fonte. ?? o processo de descida e subida da energia. As energias criam tr??s atributos b??sicos da forma: os nossos pensamentos, as nossas emo????es e o nosso corpo f??sico. Embora isso devesse ocorrer de maneira fluente e harmoniosa, ??s vezes acontece alguma coisa que restringe e desequilibra esse processo.

Os problemas nesses fluxos parecem ocorrer no ponto de completamento porque, de alguma maneira, as energias ficam presas nas formas que est??o criando. Acontece alguma coisa que faz as formas ficarem r??gidas, e que aprisiona a energia na manuten????o da forma. Assim os pensamentos podem transformar-se em cren??as r??gidas, em opini??es e em julgamentos aos quais podemos nos agarrar desesperadamente. Em vez de flu??rem livre e harmoniosamente, as emo????es ficam aprisionadas na indulg??ncia, na dissimula????o e na tens??o f??sica. O pr??prio corpo f??sico apega-se a padr??es de fadiga, tens??o, toxidade e rigidez, que requerem um grande aprisionamento de energias. A energia fica aprisionada na manuten????o de formas e padr??es cristalizados, r??gidos e contraproducentes. Elas ficam aprisionadas nas pr??prias coisas em que se transformam.

Os problemas surgem quando come??amos a nos identificar com as formas que est??o sendo criadas. Com esse????processo de identifica????o e apego criamos o senso de n??s mesmos, de nosso ego e de nossa auto-imagem. Come??amos a acreditar que somos os nossos pensamentos, os nossos sentimentos e que somos ou possu??mos um corpo f??sico. Come??amos a reivindicar a propriedade das formas que criamos e aprisionamos uma tremenda quantidade de energia na manuten????o dessa estrutura do ego. Tornamo-nos t??o identificados e t??o apegados a ele que o defendemos de qualquer maneira que pudermos. Num certo sentido, vemos o mundo atrav??s dele. Em vez de percebermos nossos pensamentos, sentimentos e corpo f??sico como um processo, tentamos estabilizar o todo num ???eu??? que vive no mundo como uma entidade separada dos outros ???eus??? e das outras coisas. Isso congela ou cristaliza as nossas energias em determinadas formas, e n??s aceitamos determinados aspectos de n??s mesmos e do mundo e rejeitamos outros. Vemos o mundo atrav??s dos v??us deste processo de identifica????o e do peso do nosso condicionamento. Seja o que for que temos acesso, depende do nosso ??ngulo do ponto de vista. Muda o ??ngulo e se cria uma diferente realidade.

Alguma coisa acontece a esse ???eu??? e ele reage de uma certa maneira para se defender. Isso, ent??o, torna-se parte do modo como o ego v?? e protege a si mesmo. Os padr??es transformam-se em h??bitos e os processos ficam cristalizados. Se tivemos problemas de relacionamento com o nosso pai, isso se transforma numa parte do ego, num relacionamento cristalizado que faz com que o mesmo papel volte a ser desempenhado no contato com outras figuras masculinas investidas de autoridade. Fazemos isso por que aprisionamos nossas energias em padr??es r??gidos de pensamentos, sentimentos e formas para refor??ar uma auto-imagem, um ego que parece bastante ???real???, mas esse ego ?? um processo aprendido de condicionamento. Aprendo a ser ???eu??? e fico muito apegado a esse processo que, basicamente, foi constru??do por mim mesmo. O que estamos fazendo ?? estabelecendo uma separa????o onde o que realmente existe ?? uma ??ntima conex??o.

Quando estamos unidos com a harmonia b??sica e a unicidade do universo, tudo est?? bem. Mas quando perdemos esta conex??o, come??amos a nos sentir separados e a perceber as coisas atrav??s dos v??us da separa????o. No holomovimento, da origem para a forma, a conex??o ?? esquecida e nos esquecemos de quem somos.

Quando nos esquecemos de quem somos e nos sentimos separados, surge um grande vazio. Precisamos construir um novo ???eu??? para preencher esse vazio, e assim criamos, nos apegamos e acreditamos em nosso ego. Esse processo do pensamento curva e distorce as nossas energias e as aprisiona nas formas que criamos. Isso nos conduz a um tipo de tritura????o e de desordenamento em que as energias, capturadas em padr??es desequilibrados perdem sua ??tima freq????ncia e tornam-se lerdas e desordenadas. Em vez de ser uma express??o divina da ordem, a forma torna-se um atoleiro de necessidades, desejos e atos confusos e contradit??rios.

No n??vel pr??tico b??sico, essas cristaliza????es de energia nos predisp??em a processos de desequil??brios e doen??as. As energias n??o conseguem completar-se na forma e retornar ?? origem, sendo canalizadas para a recria????o compulsiva da mesma forma vezes e vezes seguidas.

Na TR ?? f??cil demonstrar como as pessoas inconscientemente n??o ressonam com as inten????es que elas mais querem na vida ??? sa??de, relacionamento amoroso, sucesso, etc. ??? e elas ressonam com as situa????es que elas n??o querem ??? sa??de fraca, relacionamentos infelizes, inabilidade de ser independente, fazer o que elas gostam, etc… Se as nossas freq????ncias perdem seu ??timo n??vel de pulsa????o, automaticamente ressonamos com situa????es deprimentes. Quando nossas freq????ncias recuperam seu ??timo n??vel de pulsa????o, n??s ressonamos outra vez com as inten????es prazerosas da vida.

A inten????o, positiva ou negativa com que ressonamos determina nossas a????es e resultados. Quando as pessoas ressonam com prop??sitos negativos, ou n??o ressonam com os prop??sitos positivos, elas experimentam sacrif??cio, dificuldade, dor, infelicidade, frustra????o e perda.

Deste modo vemos a forma que os padr??es de ondas criados por nossas percep????es, as freq????ncias das energias e as inten????es com as quais ressonamos, determinam como experimentamos a vida.

A import??ncia da percep????o

Pesquisas t??m confirmado que mais importante do que a realidade, ?? a nossa percep????o da realidade e a sua resposta. Por exemplo, num experimento foi injetada cafe??na nos bra??os dos participantes e foi dito a eles que era um sedativo. Por que eles ressonaram com esta percep????o, todos ca??ram no sono, apesar do fato de ter sido injetado cafe??na. Em outro projeto de pesquisa, os participantes eram soldados israelenses que foram divididos em tr??s grupos. Todos os grupos andaram 40 km. Para o grupo n.?? 1, foi dito que eles andaram 40 km, e para o grupo n.?? 2, foi dito que eles andaram 20 km, e para o grupo n?? 3, foi dito que eles andaram 60 km. E depois, mandaram eles andarem mais 10 km. A resposta dos seus corpos em termo de n??vel de exaust??o, press??o sang????nea, etc., foram apropriados pelo que tinha dito ?? eles. A cren??a com que eles ressonaram determinou suas experi??ncias, mais do que realmente o que aconteceu.

A mente inconsciente n??o distingue entre o que ?? ???real???, e o que ?? percebido. De fato, n??s sempre respondemos o que n??s percebemos seja isto ???real??? ou n??o. Agora ?? mais aceito, que se n??s queremos mudar nosso estado de sa??de ou qualquer situa????o inconfort??vel, n??s precisamos mudar nossa atitude, ou percep????o, e at?? nossa linguagem, tudo que seja uma proje????o do que n??s ressonamos inconscientemente.

A dificuldade em mudar a nossa percep????o, ?? que a maioria das nossas percep????es s??o dirigidas pelo inconsciente. Como um iceberg, de 9/10 ton que est?? escondido debaixo d?????gua, as percep????es negativas com que n??s ressonamos est??o bem escondidas. Mesmo que estas percep????es inconscientes se tornam conscientes, isto necessariamente n??o muda seus padr??es de ondas. ?? com o padr??o de onda que n??s ressonamos negativamente que se auto manifesta como stress e causa problemas em nossa sa??de, neg??cios e relacionamentos.

Deste modo n??s vemos a maneira que os padr??es de ondas criadas por nossas percep????es, nossas freq????ncias das energias e as inten????es que n??s ressonamos, determinam como experimentamos a vida: com boa sa??de ou doen??a, alegria ou depress??o, f??cil ou luta.

Quando as nossas necessidades b??sicas de vida n??o s??o encontradas (seja em nossa percep????o no ??tero, na inf??ncia, adolesc??ncia, ou adulto) nosso sistema energ??tico torna-se bloqueado e nosso sistema corpo-mente cria respostas ???sobreviventes??? e compensa????es. Nossa freq????ncia no padr??o de onda perde sua ??tima forma, som ou luz. ?? como colocar o p?? num riacho: a ??gua n??o corre livremente. O mesmo acontece conosco quando o grande potencial energ??tico da nossa vida somente escorre atrav??s do nosso sistema corpo-mente, n??s n??o podemos mais viver a vida plenamente; n??s somente passamos por ela, e muitas vezes a um alto pre??o em termos de potencial para alegria e bem estar que est??o de fato dispon??veis para n??s.

O som faz a forma

Como o experimento do Dr. Hans Jenny, onde freq????ncias diferentes de som produziam diferentes formas, assim tamb??m conosco, t??o logo levamos as freq????ncias para ??tima resson??ncia, automaticamente criamos ilimitados caminhos e novas possibilidades para a????o.

Nosso c??rebro ?? realmente uma m??quina de tempo e espa??o

Hoje em dia est?? bem estabelecido que em certos estados alterados de consci??ncia, especialmente em medita????o prolongada, h?? uma mudan??a profunda no ritmo das ondas cerebrais associada com o ???peak??? da experi??ncia. Aqueles momentos de ilumina????o onde a experi??ncia nos liga com o ???momento eterno??? e nos conecta com o universo. O que n??o est?? muito bem compreendido ?? como isto funciona.

O c??rebro e suas estruturas internas liberam campos de energia. Apesar desses campos serem bem sutis, com equipamentos sofisticados ?? poss??vel detecta-los e medi-los. Um desses instrumentos ?? chamado SQUID. ?? um capacete que mapeia a energia cerebral, especialmente feito para detectar campos magn??ticos em freq????ncia ultrabaixa (ULF). Usando um computador, esses campos energ??ticos podem ser mapeados e gravados sobre um gr??fico. Um cientista disse que se ligou a um capacete sensor SQUID enquanto estava experimentando um estado alterado de consci??ncia. Focalizando este instrumento sens??vel sobre a regi??o do meio c??rebro (onde est??o as gl??ndulas Pineal e T??lamo) a geometria deste campo magn??tico quando examinados sobre o gr??fico tri-dimensional, tinha a mesma forma a apar??ncia da ponte espa??o-tempo ???Einstein- Rosen???.

O que ?? ponte espa??o-tempo ???Einstein-Rosen???? ?? como o buraco da minhoca. ?? uma estrutura engra??ada na forma de uma ling??i??a que ?? capaz de furar no seu caminho um t??nel atrav??s do espa??o-tempo. (O buraco de minhoca c??smico ?? um campo de gravidade que envolve espa??o-tempo ??? conectando dois universos paralelos ou partes distantes do mesmo universo. Seu nome ?? derivado do atalho que a minhoca toma ao penetrar uma ma????, em vez de se arrastar em volta dela). Se isso for certo, vai responder muitas perguntas e quest??es e tamb??m vai dar uma base biof??sica para os estados m??sticos, e fen??menos ps??quicos.

O c??rebro humano emite campos de energia que parece estruturas e processos encontrados no cosmos. Se este modelo ?? uma representa????o correta do que est?? acontecendo dentro das nossas cabe??as, poderia ser especulado que tal sistema poderia tamb??m atuar da mesma maneira como um universo. Em outras palavras, que o c??rebro n??o ?? somente o que dizem. Ele pode funcionar como um transdutor biol??gico espa??o-tempo de energia. Um mini universo dentro do universo. As implica????es seriam astron??micas.

Os chineses antigos sempre acreditam que era assim: ???O Tao (o universo) estava na nossa cabe??a???. De acordo com Fritjof Capra no Tao da F??sica:

???Os s??bios do oriente tamb??m falam numa extens??o das suas experi??ncias do mundo em estados alterados de consci??ncia, e afirmam que estes estados envolvem uma experi??ncia radicalmente diferente de espa??o e tempo. Eles enfatizam que na medita????o n??o somente, v??o al??m do espa??o ordin??rio da terceira dimens??o, mas tamb??m ??? e muito mais forte ??? que o conhecimento ordin??rio de tempo ?? transcendente. Em vez da sucess??o de instantes linear, eles experimentam o que chamam ??? o infinito, sem tempo e ainda o presente din??mico???.

Palavras de Louis de Brogile: ???No tempo-espa??o, tudo para cada um de n??s constitui o passado, o presente e o futuro s??o dados em bloco… Cada observador, com o passar do tempo, descobre, assim falando, novo peda??o do tempo-espa??o que lhe parece como aspectos sucessivos do mundo material, que na realidade ?? um conjunto de eventos constituindo espa??o-tempo existente antes do seu conhecimento. Medita????o de acordo com os m??sticos, nos permite transcender a experi??ncia espa??o-tempo e entrar na quarta dimens??o onde o espa??o e o tempo fica unificado num cont??nuo quarto dimensional, onde n??o h?? antes ou depois, ent??o n??o pode ter relacionamento de causa e efeito. Somente na nossa realidade de baixa dimens??o que experimentamos uma seq????ncia temporal de eventos, se movendo atrav??s do tempo numa sucess??o linear de momentos de causa e efeito. Talvez, um mecanismo no nosso c??rebro-mente nos segura dentro dessa constru????o de realidade densa parecida com a maneira como as for??as f??sicas no universo funciona para agarrar e prender o espa??o. Atrav??s da medita????o e experi??ncia de estados alterados n??s podemos de alguma maneira ser capazes de manipular nossa consci??ncia e transformar este campo energ??tico, escapando do mundo de causa e efeito.