A Radiestesia é a arte e ciência de descobrir tudo o que está oculto aos nossos sentidos físicos. É um sistema onde todo aquele que queira estar no contexto do mundo de hoje precisa saber. É hora de dar uma visão atualizada de uma ferramenta da mente que, por não ser bem entendida, nem bem explicada, mesmo por aqueles que a praticam, muitos a menosprezam, ou a consideram sem importância, como algo que não vale a pena ser analisado, pesquisado ou levado em consideração.
Hoje, mais do que nunca, sabemos que estamos imersos num universo energético multidimensional, onde, a realidade fundamental está fora de nossa visão e sentidos físicos. Basta olhar a nova tecnologia para percebe-lo: aparelhos celulares, fax computadores, Internet... Como funcionam? Por onde vão as informações?... O que faz possível esta tecnologia avançada é o que não conseguimos ver. Estamos num universo multidimensional, onde muitas dimensões se interpenetram e interconectam através de espaços diferentes a este que nós conhecemos. Somos Consciência com informação - que é o padrão de funcionamento da energia- e o corpo é sua materialização. Na verdade, tudo o que vemos é a materialização de um pensamento, uma imagem, uma energia, uma informação. O que não vemos é mais importante que aquilo que vemos, pois, é a sua fonte. Aquilo que vemos é uma ínfima parte do contexto em que estamos imersos. Como entrar em contato direto, consciente, com esta realidade que se nos escapa à visão, audição...razão? Como entrar em contato com esta energia? Com a informação oculta? Com aquilo que não sabemos conscientemente? Se conseguíssemos ter um instrumento adequado, estaríamos numa situação privilegiada, tendo em vista que somos influenciados por tudo isto mais do que imaginamos. Esse instrumento seria muito valioso, não é? Este instrumento existe. E temos a possibilidade de entrar em contato com tudo o que existe, sim!! Porém, devemos primeiro aprender a usar este instrumento. É um sistema mental de conhecimento, um dos sistemas mais simples e práticos para se entrar em contato com tudo aquilo que queiramos. Um sistema que usa um reflexo inconsciente que nosso organismo físico tende a refletir através de seu sistema nervoso e muscular, as respostas de nossa mente, intuição, instinto... a qualquer estímulo, seja pensamento, emoção, contato, ou simplesmente perguntas que podemos nos fazer. O estudo destes reflexos na área muscular se chama Cinesiologia ou Kinesiologia. É um trabalho muito interessante desenvolvido por grandes pesquisadores. As respostas são claras. Dependendo da pergunta, sentimento ou emoção que a pessoa esteja formulando, ou sentindo, a resposta é sentida através de uma maior ou menor resistência muscular. Se, por exemplo, nos sintonizamos com açúcar, ou com um pensamento... que acontece? A resposta, positiva ou não, a aquela sintonia já está no corpo físico, modificando o tônus muscular, embora, normalmente, não sejamos cientes dela. Constantemente temos reflexos musculares diversos como resposta a tudo aquilo com que entramos em contato. Saber isto e aprender a interpretar as respostas que a mente dá para cada pensamento, sentimento, ou simplesmente pergunta que possamos nos fazer, é uma das coisas mais importantes e práticas que podemos aprender. Um dos instrumentos mais simples e fantásticos para fazer isto, chamamos de: ‘o monitor da mente’, porque mostra a resposta que, independentemente de nosso consciente, a mente dá através do corpo. Este instrumento é chamado de RADIESTESIA. A Radiestesia merece ser colocada dentro das ciências humanas, tirando-a das superstições e misticismos baratos. Na verdade, a Radiestesia é um sistema de desenvolvimento mental. O sentido maior da Radiestesia, energia de formas, Radiônica, é a busca de um desenvolvimento mental e humano, de uma forma geral. Muitos anos se passaram até que estes assuntos se fizessem mais comuns, naturais. Mas infelizmente, este despertar muitas vezes esta sendo distorcido. Por motivos de sobrevivência, mas do que por motivos espirituais, ou de conhecimento, muitos chamados esotéricos tem distorcido estes conhecimentos. Hoje parece que tudo é válido. Qualquer teoria, e se for estranha, tanto melhor, atrai grupos de pessoas à procura de uma resposta, ou de solução de problemas de forma mágica. E se essa teoria for um “conhecimento oculto” vindo do Oriente... é prato cheio para quem está a procura de “espiritualidade”. Existe sem dúvida muita coisa boa, muitas pessoas responsáveis, que sabem o que falam, mas infelizmente, em outras há uma falta de senso que faz com que quem quer atacar tenha motivos aparentemente fortes. Um fato preocupante e digno de análise e reflexão é a volta ao passado sem discriminação nenhuma. Cuidado!! Estamos num momento da história em que, mais do que nunca, precisamos ter a cabeça equilibrada e harmonizar a tecnologia à mente. Hoje, mais do que nunca, devemos conhecer como a mente funciona dentro de bases experimentais, científicas. Temos que ter o suficiente discernimento para entender que um amuleto, por exemplo, não pode por si só ser o responsável pela sorte ou azar de ninguém, isto é, querer responsabilizar um talismã pela nossa vida no mundo atual, não tem sentido! O que não quer dizer que não sirvam, cuidado!! A base do fenômeno radiestésico não está na influência imediata das radiações do objeto sobre o pêndulo, mas na percepção do operador. O caminho é, portanto, do operador ao objeto e do objeto ao operador. Os aparelhos que possamos usar, simplesmente exteriorizam a resposta que já tem o operador a nível inconsciente, por meio de um sistema de codificação. Antes de tudo está o Radiestesista. Por isto é importante fazer o trabalho com o Radiestesista. Ele tem que se preparar para aumentar sua sensibilidade e aprender a traduzi-la através do pêndulo ou qualquer outro instrumento. Pode-se aprender, desenvolver e aperfeiçoar a Radiestesia? Com certeza. O ser humano é um eterno “buscador”. Procura e espera respostas. Muitas vezes a resposta é difícil porque o que procuramos está oculto ao nosso limitado conhecimento. Porém, às vezes, aparece de repente a resposta através do trabalho do inconsciente. A Radiestesia não é a manifestação de forças desconhecidas, exteriores ao próprio Radiestesista. É a atividade mental do Radiestesista. Esta é a sua essência. A Radiestesia tem muitos adeptos, mas também muitos detratores, mais do que deveria, porque os que a praticam a revestem de teorias fantasiosas, e poucos são dignos de crédito para aqueles que tem uma visão mais crítica. Acredito, porém, que esta arte e ciência merece uma nova visão para que seja mais bem conhecida e respeitada, mesmo por mentes mais racionais e científicas. É importante conhecer a teoria, a essência da Radiestesia, para não ficar presos à hábitos ou práticas ritualistas que limitam sua ação. No início o homem tinha seu instinto de conservação. O instinto guiava sua atividade para sobreviver. Mas já tinha o início da inteligência: observava e lembrava. Pouco a pouco, com instinto e experiência, começou a fabricar ferramentas. Mas, à medida que se usava a experiência e a razão, o instinto começou a ficar mais reduzido como forma de ação. Hoje, está meio atrofiado, mas não destruído. Utiliza-se pouco, mas está lá, saindo às vezes como intuições, pressentimentos... É parte do que chamamos inconsciente. O que parece que não sabemos é que o instinto e a intuição se adaptam às circunstâncias da vida. Responsáveis pela nossa conservação, hoje se comportam de forma diferente ao início da humanidade, pois, as circunstâncias são outras. É por isto que não podemos menosprezar estas forças interiores. Os primeiros que se entregaram à procura de água, remédios... foram os primeiros Radiestesistas. Isto lhes deu prestígio e poder, e daí começaram os adivinhos, curadores, feiticeiros, e... charlatões. Na medida em que se dava mais importância ao sistema racional, a intuição ia regredindo. No início seu aprendizado tinha caráter sagrado e não se ensinava a qualquer um. Quem tinha este conhecimento o guardava em segredo. A Radiestesia de forma geral parece não ter dado um grande salto. Dá a impressão que se continua com resultados semelhantes aos obtidos pelos Zahoris antigos. Porém, não é verdade. Os que trabalham com Radiestesia, sabem que é uma ferramenta da mente, e a medida que vamos ampliando a capacidade desta, também fazemos desta ferramenta, um instrumento melhor para ela. Este é um sinal de que avançamos na essência do fenômeno, à medida que trabalhamos para colocá-la no lugar que lhe corresponde. E este lugar é o desenvolvimento mental. É fundamental que quem pratica a Radiestesia saiba a verdadeira natureza do fenômeno que utiliza. Somente o empirismo não funciona, como tampouco é bom ir atrás de teorias sem sentido. Teorias sem sentido e empirismo sem teorias tem feito muito mal à Radiestesia, fazendo com que muitos a classifiquem de charlatanismo. O segredo é melhorar o processo mental. A formação mental do Radiestesista é o fundamento de tudo. A Radiestesia não é nada de oculto e misterioso. É o resultado da educação da mente. A física quântica, a teoria do caos e da complexidade, linguagens científicas responsáveis pela fantástica tecnologia que temos, dizem-nos que estamos num universo extremamente complexo, e que nosso cérebro tem a possibilidade de entrar em todos os planos de existência. São pesquisas sobre o cérebro, não estamos falando da mente, onde grandes cientistas do cérebro mundialmente conhecidos, como o Dr. Pribram, Roger Penrose... estão fazendo com o maior rigor científico. Esta mente, com capacidade ilimitada, entrando por estes meandros, pode resgatar segredos esquecidos, usados em eras muito antigas, como também ir além. A Radiestesia conforme a entendemos hoje, como instrumento de uma mente capaz de conhecer tudo que é capaz de perguntar, em interligação com outras mentes e, em definitiva, com o universo, pela capacidade que tem de entrar em qualquer plano de existência, desde que bem treinada, serve para trazer à consciência qualquer informação que queiramos, não só de campos magnéticos ou elétricos, mas pensamentos, emoções, sintonias ou não, enfim, em teoria, tudo o que sejamos capazes de perguntar. É por isto que cada vez mais esta ferramenta da mente, que é a Radiestesia, se faz importante, porque é um método de desenvolvimento mental, prático e preciso.
A Radiestesia merece um lugar na ciência? Com toda certeza, e muito mais no paradigma quântico. Mesmo na ciência tradicional onde a prova está nos aparelhos de medição já se tem provado a veracidade da Radiestesia. “A ciência avança...sim, a Radiestesia existe” Palavras da revista Science et vie, ano 1963. Esta mesma revista, em 1956 tinha afirmado, “a Radiestesia não existe; assim que se torna científica, desaparece”. O que tinha acontecido nesse interim? Um dos mais eminentes físicos franceses, Ives Rocard, professor da faculdade de ciências de Paris, diretor do laboratório de física da escola normal superior, acabava de publicar um trabalho que mostrava que o Radiestesista, quando procurando alguma coisa, era sensível a uma fraca desigualdade local do campo magnético terrestre. As pesquisas do professor Ives Rocard tiveram um grande mérito: dizer publicamente através de seus escritos que a Radiestesia é um objeto digno de estudos científicos e que o pêndulo e a forquilha são instrumentos válidos para uma pesquisa radiestésica. Ultimamente, graças ao trabalho de pesquisadores cubanos, depois de vários anos de intensas pesquisas fazendo comparações com aparelhos que a “ciência” entende, considerou-se a Radiestesia uma ciência, pela Academia de Ciências de Cuba. Para aqueles que necessitam do aval da “ciência” para aceitar as coisas, aqui se tem uma prova de que a Radiestesia existe e vale a pena ser levada a sério. Há muitos anos, porém, que estamos convencidos de uma coisa: - Cada um vê aquilo que quer, ou que pode ver. Há muito tempo tenta-se provar o mais “cientificamente” possível tudo o que se faz dentro do campo da Radiestesia e radiônica. Com certeza muitos respeitam estas matérias. Mas, com certeza também, a quem tinha já uma predisposição para estes temas e precisava uma confirmação mais... racional e aí está! Quem não quer ver, por muito que se prove que funciona, vai continuar colocando estes temas no patamar das “superstições”, “misticismos” ou “charlatanices”... Talvez estas pessoas não se permitam uma análise mais imparcial, sem preconceitos para poder usar em sua vida ou profissão uma das ferramentas mais importantes para descobertas que poderiam modificar suas vidas. E para aqueles que não precisam que a “ciência” constituída lhes diga se a Radiestesia existe ou não, para saber que existe, estas idéias podem servir para que continuem se desenvolvendo na Radiestesia cada vez mais convencidos de que tem nas suas mãos uma ferramenta fantástica para sua vida, e para ter argumentos que possam ajudar a quem falta pouco para se convencer da seriedade deste tema. Mas a Radiestesia tem um lugar muito maior e melhor dentro da ciência Quântica, dentro do paradigma quântico. Num mundo de telefones celulares, fax, computador, internet é muito fácil encaixar nossa capacidade de captar freqüências, ondas, radiações, e outras realidades como pensamentos, sentimentos, informações, com nossos sensores imensamente mais perfeitos que todos os que a tecnologia tem conseguido desenvolver. As descobertas em relação a nosso cérebro e nossa mente, ou nosso sistema mente-cérebro, nos deixam cada vez mais admirados. A Radiestesia não é a ciência do pêndulo; é a ciência da mente e uma de suas inúmeras possibilidades: a de captar a energia e informação de seu entorno, e o que é mais impressionante, mas, que dentro do paradigma quântico é perfeitamente possível, captar a energia ou informação de qualquer coisa, em qualquer lugar onde se encontrar. O pêndulo ou qualquer outro instrumento que possamos usar somente nos vai ajudar a exteriorizar o que estamos captando em nosso sistema Mente-cérebro-corpo.
O que é e o que não é a Radiestesia? Mesmo em quem trabalha com Radiestesia ou até escreve sobre ela, há um equívoco na hora de falar dela. O equívoco não está na definição que se dá, mas em colocar como Radiestesia temas que são de Radiônica. É uma falha que vem de autores franceses, grandes pesquisadores de “ondas de forma”. Dá a impressão de que eles colocam as energias de forma dentro da Radiestesia. O que acontece é que eles chegaram a estas pesquisas sobre energias de forma através da Radiestesia o que é completamente certo, pois, a Radiestesia é exatamente para isto, para descobrir, captar, analisar, pesquisar. Mas o que eles descobriram com a Radiestesia é um campo imenso de formas capazes de emitir energias e ajudar no equilíbrio de muitas patologias. Mas isto foge ao que é propriamente Radiestesia. Radiestesia é um termo cunhado pelo abade Bouly o ano de 1928, para englobar nele Rabdomantes, Zahoris e um conceito mais amplo de possibilidades ilimitadas que o ser humano tem de captar todo tipo de vibração, freqüência, energias, pensamentos, sentimentos, emoções... e não somente descobrir água ou minério no subsolo. A esta capacidade do ser humano de captar qualquer coisa desde que se sintonize com ela, o Abade Bouly batizou com o nome de Radiestesia e, a partir de aquele momento, quem trabalha com esta capacidade é chamado de Radiestesista. Radiestesia, sensibilidade à radiação, embora não seja o termo mais apropriado, é a capacidade que o ser humano tem de captar, se sintonizando, qualquer tipo de radiação, vibração, energia, objeto, pessoa, pensamento, qualquer coisa que exista em qualquer lugar e forma, desde que consigamos uma sintonia. Então, quando captamos a freqüência que uma forma tem, estamos fazendo Radiestesia. Mas quando usamos as formas para mudar, transformar ou transmutar, estamos fazendo Radiônica.
O modelo da Ciência Física Quântica, do Caos e da Complexidade, linguagens da Ciência atual, é responsável pela era da informática e toda a tecnologia que estamos começando a conhecer: computadores, fax, telefone celular, robótica... e isto é o começo do que está por vir. A idéia não é consertar a brilhante estrutura científica de Newton, responsável, talvez, pelo mais completo trabalho científico da história. Mas o mundo hoje é outro. E se quisermos evoluir, é preciso mudar de modelo, ao invés de tentar se adaptar àquele que existe. O modelo atual é o Quântico, do caos e da complexidade, que serve tanto para o infinitamente pequeno, quanto para o infinitamente grande. E que serve tanto para o contexto humano, quanto dos negócios, das empresas e dos relacionamentos. Perceber isto é o início de um novo caminho para entender dos temas de que vamos tratar. No modelo atual, tudo é possível. É um modelo “mágico”, por isso os resultados são “mágicos”. Este novo paradigma tem a capacidade não só de fazer uma tecnologia “mágica”, como também de fazer nosso dia a dia “mágico”, trazermos saúde de forma “mágica”, e até dar nos liberdade financeira também de forma “mágica”... Assimilando o novo modelo da Ciência Física, nossa vida mudaria completamente, porque tudo aquilo que nos faz sofrer, adoecer, lutar, tudo aquilo que nos desune não teria mais sentido. A colaboração é a forma lógica de crescimento deste novo modelo de mundo, e não a competição. A simbiose é a forma mais inteligente de relacionamento. A Ciência Newtoniana, mecanicista e cartesiana, não tinha mais espaço para se desenvolver. Foi necessário um novo modelo. E a Física Quântica forneceu este modelo.
Veremos da forma mais clara possível, o que isto significa e a importância que tem. E deixar claro qual o modelo que não serve mais e qual o que nos levará à solução para entender a Radiônica e como pode funcionar o Pontal Energético. Ouvimos constantemente falar em modelos, paradigmas, e que temos que mudar de paradigma, pois, o anterior já não funciona. Mas, se perguntássemos qual o modelo anterior, apresentado pela chamada Ciência Moderna, Cartesiana, Newtoniana, você saberia responder? E se, depois, pedíssemos que nos falasse do novo modelo da Ciência Física atual, Quântica, do Caos, da Complexidade, responsável pela tecnologia ‘mágica’ que está surgindo, saberia do que estamos falando? Ou sentiria dificuldade em responder? O problema está aqui. Se temos dificuldade em saber quais são os paradigmas, como teremos idéias claras de por que estamos com determinado problema e qual a sua solução? E, se por outro lado, não sabemos a importância que pode ter um modelo em nossa forma de pensar e agir, como teremos interesse em conhecê-lo e mudá-lo? Depois de ler estas primeiras reflexões você entendará por que é tão importante o tema. Analisaremos brevemente como o ser humano funciona, como pensa e qual é o papel dos paradigmas neste processo. Com certeza, você já terá ouvido várias versões de um mesmo fato, contadas por pessoas diferentes. A impressão que dá é que relatam-se fatos diferentes? E já se perguntou por que isso acontece? O ser humano foi se conhecendo por meio da tecnologia que foi criando. Primeiro foi seu funcionamento físico que levou à criação de aparelhos de som, máquinas fotográficas, aparelhagens em geral. Agora, procura reproduzir o órgão mais complexo de seu corpo, o cérebro. Mesmo que a reprodução fique muito aquém do original, é possível aproximar-nos da compreensão do funcionamento humano através dela. Todos conhecemos computadores, e sabemos que, funcionam com programas. São eles que fornecem ao computador a chave para a lógica de raciocínio, para realizar, perfeitamente, as premissas contidas no software. Se mudamos de disquete, de programa, o que antes era lógico passa a ser incompreensível e a não ser ‘entendido’ pelo computador. É assim que o cérebro funciona, com “programas” que lhe fornecem um referencial e uma lógica. São esses “programas” que “configuram” o cérebro e tornam possível que outros “programas” possam, ou não, ser entendidos. Conhecidos por modelos, paradigmas, estruturas, eles vão sendo “instalados” no cérebro pelos “disquetes” da educação, meio-ambiente, sociedade, e que servirão de referência para o raciocínio, o pensamento, as conclusões, e as formas de ação. É por isto que os modelos internos são tão importantes, e é fundamental que os conheçamos, para poder entender por que agimos de determinada maneira e por que muitas vezes não conseguimos entender a lógica de outra pessoa, com outro modelo de realidade.
A importância dos paradigmas, então, começa desta forma a esclarecer-se. Se partindo de premissas, e modelos diferentes, vemos a ‘realidade’ de forma diferente, chegando à conclusões lógicas diferentes, como saber que modelo de ‘realidade’ é melhor? E se o que enxergamos não é a ‘realidade’, mas uma interpretação da ‘realidade’, como saber se nossa interpretação é a mais adequada? Pelos resultados. É a prática que vai determinar se a forma como vemos a realidade é ou não válida. Quando estamos imersos em um problema e por mais que o chequemos com as premissas que temos, não conseguimos encontrar uma solução, pode ser que seja o momento de mudar estas premissas. Quando não há saída, a solução é trocar de paradigma. É necessário trocar de sistema, como faz a lagarta quando transmuta-se e continua seu caminho em forma de borboleta. Ela não poderia continuar como lagarta e voar. É isto que fez a Ciência Física no início do século. A Ciência tradicional tinha chegado a uma fase em que ou parava ou tinha que fazer um casulo e esperar o resultado. O resultado foi um novo mundo completamente diferente do anterior, com uma tecnologia nunca vista, nem sonhada, o que é fantástico. O que está criando problema atualmente é que tendo asas para voar, ainda estamos nos comportando como lagartas, - e o pior é que não sabemos.
Primeiramente vamos delinear os dois modelos, o Newtoniano e o Quântico, para, depois, tirar as primeiras conclusões práticas.
O início da era da Ciência Moderna começou com Copérnico, Kepler, e sobretudo Galileu Galilei, culminando com Descartes e a fantástica síntese de Newton, cujo trabalho foi considerado por Einstein como “ “Talvez o maior avanço no pensamento, que um único indivíduo teve alguma vez o privilégio de realizar”. O modelo de mundo que estruturou a sociedade durante mais de três séculos, foi o seguinte:
O Modelo Quântico
No início do século houve uma revolução na Ciência, dando lugar à Ciência Quântica, que fez com que toda a estrutura científica anterior (que se considerava como intocável), se transformasse em mais um capítulo da Ciência ligado à matéria, mas que não serve para o mundo complexo em que nos encontramos. É importante ressaltar alguns pontos deste novo modelo de mundo que nos tem trazido a Ciência Física com a teoria Quântica, do Caos e da Complexidade, e que é o responsável pela nova tecnologia:
“A realidade Quântica é assim. Ninguém sabe por que isso é assim, mas é assim que funciona”.
Algumas conclusões lógicas
O
modelo do mundo anterior ao início da Ciência Moderna era um modelo
orgânico ‘Terra-mãe’, ainda menos complexo.
Havia uma divisão terra e céu, natural e sobrenatural, razão e fé. O que se entendia era natural, racional, e o que não, era sobrenatural, não precisava ser entendido, acreditava-se. O que acontecia dentro do que se entendia, era natural. O que não se entendia como tinha acontecido, era ‘milagre’. Este modelo orgânico levava a lutar por terra, porque quanto mais terra, mais alimento e riqueza. A agricultura era o trabalho fundamental, como também a construção de catedrais. Guerras para conquistar terras (sinônimo de riqueza, poder, alimento) tendo como aliado “deus” (guerras “santas”) era a ação lógica do modelo que a sociedade tinha. A Ciência Moderna trocou este modelo pelo “Terra-Máquina”. Modelo mecânico, limitado, objetivo, material, que está aí independente do observador e que funciona com umas poucas leis: as leis do movimento. Resultado: A era industrial. Aparecem as cidades, onde se começam a construir fábricas, para fazer todo tipo de maquinário. Se extrai da terra a matéria bruta para ser usada na indústria, assim como também para alimentar as máquinas construídas. Esta matéria bruta e a manufatura dela é o que gera a riqueza. A luta, agora, é pela matéria bruta e crescimento industrial. Mas esta matéria, a medida que se usa, vai desaparecendo. Isto faz parte do modelo de mundo limitado. Portanto, é lógico que se pense que se um tem, o outro fica sem, e por isso se luta para ter. De novo guerras onde o que uns ganham os outros perdem. Isto traz lutas constantes, competição sem escrúpulos, tanto nas nações, como nas empresas, nos cargos de uma empresa, até a nível pessoal. Está implícito no modelo que para um ter mais, outro vai ter que ficar com menos. O mundo, a riqueza, o poder é como um bolo: se alguém pega uma fatia, sobra menos para os outros, então tudo é válido para conseguir pegar uma boa fatia. Esta é a lógica da competição selvagem que está nos destruindo. Este é o modelo vigente nos últimos séculos, embora a nova tecnologia seja o resultado de um outro modelo de mundo, de um paradigma completamente diferente. O modelo da Ciência Física Quântica, do Caos e da Complexidade é responsável por toda a tecnologia que estamos conhecendo.
O modelo atual da Ciência tira toda limitação, porque a única limitação é aquela que nós colocamos. Estamos com um modelo onde tudo é possível. É um modelo “mágico”, por isso os resultados são ‘mágicos’. Nosso problema é que estamos vendo estes resultados e não fazemos nenhuma ligação com o modelo responsável por eles. Continuamos com um modelo ultrapassado, limitado, que está acabando com a sociedade e não somos conscientes disso. A colaboração é a forma lógica de crescimento, e não a competição, porque tudo está interligado, fazemos parte de uma teia, rede de interconexões, a evolução só pode vir através da ‘simbiose’, da união e da cooperação. Nosso problema é que somos muito lentos para assimilar modelos novos de pensamento, e hoje as coisas estão acontecendo muito rapidamente. A Era da agricultura durou milhares de anos, e, embora a assimilação viesse devagar, houve tempo suficiente para ela. A Era industrial também nos deu tempo para assimila-la: mais de trezentos anos.
Por ser um tema de muita importância para entender melhor nosso tema, vamos falar, embora sucintamente, um pouco de alguns pontos importantes da Ciência Física atual, para poder entender melhor as premissas em que se baseia o modelo de que estamos falando.
A essência da formulação quântica está contida na FUNÇÃO DE ONDA. E o que diz a ‘função de onda’? É uma construção matemática que contém todas as informações sobre a ‘coisa’ que ela representa. Não diz como ela é, mas como pode ser. Contém todas as possibilidades de ‘ser’. Só quando observamos a ‘coisa’ é que ela se atualiza numa realidade única. “A Função de Onda ‘colapsou’. Uma das muitas realidades que ela contém, emergiu.” A realidade Quântica é ambígua. Quando o observador interage, faz com que ela tome uma posição. Faz com que se defina. “Adivinha” a intenção do experimentador e responde como o experimentador deseja ou está esperando. Antes da observação existe a abstração matemática: uma Função de Onda. A possibilidade de ser. O ato da observação, do querer, faz a Função de Onda ‘colapsar’ e virar realidade. A realidade que o observador estava procurando. Esta é a essência da Física Quântica. “Acredito que em nossa vida consciente nós sejamos parteiros da realidade. Somos a ponte entre o domínio das potencialidades e o das atualidades. Através de nossa imaginação, entramos em contato com o mundo das potencialidades, e focalizando nosso pensamento (...), escolhemos uma das muitas possibilidades. A Física disso pode ser a seguinte: o ato de focar, concentrar-se em alguma coisa, faz a função de onda do pensamento ‘colapsar’. Transmuta muitas possibilidades numa só.
“O Mundo não existe independente do nosso ato da observação: o que está lá depende em parte do que a gente decide ver. A realidade é parcialmente criada por quem a está olhando.”, Heinz Pagels
Desta forma passamos a ter ampla idéia, o suficiente para a compreensão e explicação da Radiônica e do Pontal Energético.
Caminhos
de explicação
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